sábado, 15 de agosto de 2009

A vestal

vestale

Seus pés desnudos
ao deleite destes olhares não mudos
abjurado ofício sob sussurros ...

Ingênua, não vela o corpo, as chamas?
Ganir, sísmico e abalado
nítido e profano, ao vê-la inflama.

Cores quentes e afagos noturnos.
Seu tremular o vento reclama...
Flâmula suas vestes, stola ou toga, não queima

o fogo que tem o Senhor lhe toma as seivas
Em êxtase, grita, a carne permeia, estremece
Fulgor revela alva face de Vestal sob amor adormece.

3 comentários:

  1. E do texto, que mudo leio, mudado releio. Adentro ao estreito que me permite saborear mais densamente cada frase. Banha a arte a alma da autora? Com perfume ímpar pressinto.

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  2. Grazie! Poeta! Encantada com suas palavras, e obrigada pela visita, saiba que é uma honra tê-lo nesta casa!

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  3. E é um prazer revisitar esta bela casa srta

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