sexta-feira, 15 de junho de 2012

Ingleses românticos



Amo-te quanto em largo, alto e profundo
Minh’alma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo
Os fins do Ser, a Graça entressonhada

Amo-te em cada dia, hora e segundo:
A luz do sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.

Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.
Amo-te até nas coisas mais pequenas.

Por toda a vida. E, assim Deus o quisesse,
Ainda mais te amarei depois da morte.

(Elizabeth Barrett Browning, por Manuel Bandeira)
Browning ao escrever para Elizabeth:” A vida tem uma significação e o meu dia a dia é procura-la”.

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